Luana + Maiko / Ponta Grossa – PR

Tivemos o privilégio de nascer livres. No meio do mato, onde o tempo era baseado no nascer e no por do sol. Corríamos descalços, nadávamos na cachoeira, pescávamos na lagoa,caçávamos vaga-lumes e cavalgávamos pelos campos.
Nascemos quase juntos, tomando leite da vaca, alimentando os animais  sempre sujos de barro comendo fruta do pé.
Tínhamos muitos esconderijos, casa na arvore e piscina de água natural construída por nosso bisavô.
Vivíamos cercados por nossos amigos inseparáveis o Alamo e a Babuchica um dog e um pastor alemão que na época eram 2 vezes maiores do que nós e nos seguiam o dia todo. 
Ouvíamos o som do silêncio, dos pássaros, do vento e da nossa própria respiração. Sempre tão perto que eramos quase um. Deliciosamente inseparáveis!
Eramos auto suficientes, supridos do amor que sentimos um pelo outro, da mais pura amizade.
Crescemos sem medos, sem temores, eramos livres para experimentar, para provar, para cair e levantar. Ali no nosso mundo tudo podia, tudo era permitido. Seguíamos nossos instintos que nos levavam aonde conseguíssemos chegar.
Não havia nada em volta, nem casas (só a nossa e a da Oma), nem prédios, nem buzinas, não sabíamos o que era violência ou maldade, inveja ou medo, não haviam carros em alta velocidade, o tempo passava devagar e sem pressa. Nosso limite era o horizonte. Vivíamos cercados pelos animais, por água e pelas arvores. Quando anoitecia e não enxergávamos mais um ao outro era hora de entrar e o fogo já estava acesso para esquentar. 
Mal conseguíamos andar e já nadávamos. Assim que aprendemos a andar já montávamos a cavalo. Não sabíamos nem falar mas já sabíamos expressar o amor que sentimos um pelo outro através de olhares. de abraços e beijos molhados.
Meu irmão, meu amor maior, que privilegio tive eu por dividir minha vida com você, Graças a sua presença não sei o que é a solidão, diante dos seus sorrisos tudo fica mais leve e tudo parece mais fácil.  Não existem palavras que expressem o que sinto por você.
Essas imagens feitas pelo Cí em um domingo na chácara, esse lugar tão especial em que passamos a nossa infância,  com cabelos despenteados e cara de sono são uma deliciosa recordação de mais uma fase de nossas vidas.